Esgotei meu livro na Bienal

Ainda parece meio surreal falar isso, mesmo nove dias depois.

Eu viajei pra São Paulo super tranquila sobre a possibilidade de voltar pra casa com alguns deles (ou até, talvez, todos) na mala. Existia essa chance e eu não a ignorei, mas ao contrário do que eu imaginava, não fiquei ansiosa por essa possibilidade. Eu queria conhecer pessoas do nicho editorial e foi o que eu fiz: dei a cara a tapas e fui com meu sotaque de Minas, muita esperança e um monte de papel pra dar de brinde.

Confesso que foi meio intimidante quando entrei no Anhembi e passei por todo aquele caminho até o estande H85. Mas, eu já tinha viajado e estava lá. Não dava pra voltar no tempo, então só fui. Conversei com pessoas, apresentei meu livro, ri bastante, autografei (inclusive, minha caneta roxa, aka a caneta do Dabin, se perdeu em algum lugar do Anhembi, infelizmente) e fiquei exausta de tantas interações (a maior cansada do mundo sou eu!), voltei pra casa todos os dias muito cansada, mas feliz por conseguir enxergar meu talento e as possibilidades que me cercavam quando eu acreditava em mim e no que sou capaz.

No começo de agosto, aconteceu a comemoração do aniversário do Clube do Livro de BH e, numa conversa com a Laila (irmã da Letícia, fundadora do Clube), do mais absoluto nada ela soltou a seguinte frase: “ninguém pode vender seu livro melhor do que você. Esteja onde seu livro está.”, isso ocupou um triplex na minha cabeça e foi um combustível para que eu fosse pra São Paulo decidida a vender Driblando as Regras e a conhecer pessoas que, talvez, pudessem amar essa história tanto quanto eu a amo e sempre amarei (mesmo que eu tenha ficado irritadíssima durante todas as revisões kk).

Em quatro dias, meu livro esgotou. Eu estive lá para vendê-lo e fico muito feliz por ter feito isso, por ter decidido acreditar em mim e no meu potencial.

Pensar nisso faz até a gripe da Bienal (que me pegou de jeito!) valer a pena. Que venha a próxima. Bienal, no caso. A gripe eu dispenso. Menos se for acompanhando outro sucesso, aí eu faço questão dela.


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